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Cindy e Taylor dançavam bem juntinhos na batida da música. Tudo estava tão envolvente, tudo lhes instigavam a querer mais contato um do outro. Taylor a segurava bem forte pela cintura e mexia o corpo no mesmo ritmo que o dela, ambos conseguiam sentir o calor de seus corpos unidos. Taylor pensa que ela não tem nada de inocente, apenas a aparência dela demonstrava isso. Ele percebe que ela o quer de verdade, Zac tinha razão. Ela está tentando deixá-lo maluco, e o pior de tudo é que ela está conseguindo. Cindy morde os lábios de uma forma que Taylor não conseguia parar de olhar, aquele simples gesto o deixou sem controle para suas ações, e sem nem ao menos pensar, foi se aproximando dela. Sentiam a respiração pesada um do outro, como se estivessem correndo contra o tempo, seus lábios estavam muito próximos, quase se tocando. Taylor sente seus olhos serem vendados mão femininas, que sussurra em seu ouvido:
-Hey Tay o que você está pensando em fazer? - Taylor se assusta com a voz, e de imediato solta a cintura de Cindy, e a olha meio confuso. Olha pra mulher ao seu lado e se lembra dela.
-Sarah? – sentiu-se perdido novamente, pela segunda vez esta noite tentou beijar Cindy e pela segunda vez foi interrompido.
-Oi Tay. – sorriu e olhou Cindy - Que saudades de você! - deu um beijo bem no canto da boca dele, de uma forma bem sensual.
Cindy por sua vez não estava entendendo nada, ficou ali parada tentando raciocinar, tentando entender o que estava acontecendo, quem era aquela mulher que surgiu do nada, e atrapalhou aquele momento maravilhoso que os dois estavam compartilhando? Sentiu uma raiva percorrer o seu sangue, uma vontade enorme de ir lá e dar uns belos tapas nela.
-Vem aqui Taylor quero muito falar com você, e matar as saudades – Sarah o segurou pelas mãos, Cindy sentiu seus olhos arderem.
-Já vou Sarah. - Taylor olhou pra Cindy, sentia-se de uma forma estranha, estava constrangido com a situação, nem sabia o que falar. – Cindy, eu preciso ir. – Ele não queria sair dali, mas achou melhor assim. Não poderia se envolver com ela agora.
-Tudo bem Taylor, vai lá, não tem problema. – colocou as mãos para trás e ficou olhando para os seus pés.
-Eu gostaria de pedir desculpas, acho que eu me excedi um pouco, e acabei passando dos limites com você, acabei me aproveitando da situação e... – Cindy o interrompeu antes que ele concluísse.
-Tudo bem, não precisa se desculpar. – olhou na direção da mulher que chamava por ele. - Taylor vai lá que eu acho que ela está te esperando. – Ele olhou pra trás e lá estava ela acenando pra ele.
-Tenho que ir Cindy, te vejo depois ta? – Acenou pra ela e foi saindo.
Cindy não moveu a mão para responder ao aceno dele. Estava se sentindo péssima, na verdade um lixo e tudo parecia girar, por um segundo perdeu o ar. Voltou para o bar e pediu mais uma dose de tequila, bebeu tudo de uma vez só, precisava á qualquer custo esquecer aquela cena. Foi ao banheiro, precisava ver como estava seu rosto. Ao entrar se deparou com tantas mulheres bonitas que acabou se sentindo uma idiota, e pensou – Droga, o que eu estou fazendo aqui? Onde será que a Samy se meteu? - ao sair do banheiro se deparou com uma cena que ela preferia não ter visto. Sarah estava agarrada a Taylor, e eles se beijavam ardentemente.
Aquela festa já tinha acabado para ela, simplesmente não havia mais sentido estar ali, não conhecia ninguém, e estava se sentindo totalmente deslocada. Parecia que todos ali estavam olhando para ela, vez ou outra trombava em alguém, e em uma dessas trombadas acabou encontrando um rosto amigo, não sabia se sentia mais aliviada ou se preferia se esconder.
-Cindy! – ele abriu um sorrisão - O que você está fazendo por aqui? – parecia muito feliz em vê-la.
-Oi Andrew, tudo bem com você? – retribuiu o sorriso.
-Melhor agora que te encontrei! – a abraçou. - Nossa, quanto tempo, até pensei que você tivesse ido embora. E você, tudo bem? - disse soltando-se do abraço.
-Tudo bem também e faz bastante tempo mesmo. – ele reparou um pouco a estranheza dela.-É, mas você ainda não me respondeu o que faz aqui? – depositou as mãos em seus bolsos.
-Ah, eu fui convidada por um...- pensou antes de concluir a resposta - Um colega. E você? O que ta fazendo perdido por aqui? – perguntou tentando descontrair mais a conversa.
-Fui convidado pela Hanson´s Model, não perderia essa festa por nada. – eles riram- Nossa, mas como você está linda!! – ela sorriu para ele, era engraçado que com ele ela não sentia vergonha como sentia com Taylor. Nem vermelha não ficou, mas respondeu:
-Ta bom Andrew, pode parando assim você me deixa sem graça. – ele sempre a elogiava.
–Mas é sério, da última vez que nos vimos você já era linda, agora então, nem consigo encontrar adjetivos pra descrever a sua beleza. – opa, dessa vez ele conseguiu deixá-la um pouco sem jeito e desconversou.
- Aham, vou fingir que acredito! – ele a abraçou de lado a pegando na cintura e saíram do meio do povo.
Andrew era um amigo de Cindy á um bom tempo. Se conheceram na faculdade, ele fazia publicidade, era um rapaz bonito. Seus cabelos eram castanhos, arrepiados, os olhos verdes, tinha um corpo escultural e 23 anos. Tinham uma amizade colorida, jamais havia passado disso, mas quando Andrew acabou a faculdade, acabaram perdendo o contato. Ele sentiu muito a falta dela. Por noites não dormia pensando nela, e nos beijos que trocavam de vez em quando. Sempre que saíam juntos acabavam ficando. Ele tentou umas investidas mais diretas com ela, mas ela sempre deixava claro que eram amigos e que não passaria disso.
Resolveram ir ao bar para poderem conversar melhor, colocar os assuntos em dia. Esse encontro inusitado fez com que Cindy se sentisse um pouco melhor com tudo que havia acontecido. Eles conversavam e riam bastante. Andrew sempre arranjava uma forma de tocá-la. Taylor que ainda estava na companhia de Sarah, percebe que Cindy estava acompanhada de uma figura masculina e decide prestar um pouco mais de atenção. Ele reconhece o homem. Ele sentia algo diferente, não gostaria de estar se sentindo assim. Estava de mãos dadas com Sarah e no momento da raiva sem querer apertou as mãos dela.
- Tay o que foi? – ela perguntou ao senti-lo apertando sua mão.
-Não foi nada – respondeu seco, sua fisionomia havia mudado, estava muito sério. Sarah olhou pra onde Taylor olhava e pode constatar qual era o motivo.
- Não acredito que você está sentindo ciúmes dela Taylor – Disse rindo - Quantos anos ela têm?
-Ela tem 21 anos, por quê? – perguntou sem tirar os olhos de Cindy.
-Ah Tay porque você merece uma mulher e não uma criança. – ele então a olhou - Uma mulher fatal como eu! – Taylor achou graça do jeito convencido dela.
- Agora eu estou me sentindo um velho, eu tenho apenas 26 anos. Nem tem tanta diferença assim. – voltou a olhar para os dois.
- Eu sei que não, mas você realmente precisa de alguém como eu na sua vida. - se aproximou e lhe roubou um beijo de dar inveja a quem passasse naquele momento.
Taylor curtia estar com Sarah, ela era linda, tinha um corpo muito bonito estava no auge dos seus 29 anos, já tinha sido modelo, foi assim que Taylor a conheceu. Era alta, magra, seus cabelos eram loiros e seus olhos eram castanhos esverdeados, era o tipo de mulher que por onde passava chamava a atenção de qualquer homem. Mas Taylor não se sentia assim em relação á ela no momento, gostava sim de estar com ela, conversar, e até mesmo para sexo, nisso era o que mais ele gostava nela, sempre estava disposta quando ele queria. Porém, naquele exato momento seus pensamentos estavam em outro lugar. Viu quando Andrew roubou um beijo de Cindy, e a mesma aprofundou o beijo, sentiu uma inveja por não ser ele a estar provando aqueles lábios, viu o roçar das línguas e prestou atenção em cada movimento dos dois. Mais uma vez, a raiva voltou e ele decidiu não ver mais aquilo.
-Sarah, vamos pro meu apartamento? – desceu suas mãos pelas costas dela até chegar ao seu bumbum, onde deu uma bela apalpada.
-Hum Tay. – falou sentindo as mãos dele. – Vamos sim! – e saíram dali em direção ao apartamento dele. Taylor precisava relaxar um pouco e nada como uma boa noite de sexo para ficar bem.
Andrew estava realizado beijando Cindy novamente, ele estava resistindo o máximo que podia, mas sua vontade falou mais alto e ele apertou a coxa dela, subindo suas mãos por baixo do vestido, mas mínima coisa, estavam em público e não queria constrangê-la. De momento ela deixou, gostou de saber que ele a desejava, mas pensou melhor e afastou a mão dele de suas coxas. Pediu pra que ele fosse com calma e ele acabou respeitando a vontade dela. Conversaram e se beijaram muito o resto da noite.
Samy e Zac estavam deitados na cama dela. Cada um em seu pensamento. Samy fazia carinho no peito dele e ele afagava seus cabelos. Zac pensava se o que estava fazendo era correto, estava a enganando. Mas não queria acabar com aquele momento, não queria ir embora dali, estava tão bom. Nunca havia passado uma noite tão boa com alguém. Zac sentia que Samy era especial, seu coração acelerava só de pensar em sair do lado dela. Ele não sabia distinguir o que estava se passando com ele. Não sabia se era só sexo ou se estava sentindo algo mais. Precisava descobrir.
Samy, por sua vez, estava convencida que ele era um cara bom, que o que aconteceu naquela noite foi um acidente de percurso. Essa noite ele provou que merecia ser perdoado. O que aconteceu ali foi algo a mais do que só tesão. Ela sabia disso, não sonhou com ele por acaso. Foi amor a primeira vista, sabia que era. A forma com que ele a tocou, o carinho com que ele a tratou, foi tudo tão perfeito que ela não queria que acabasse ali. Não queria que ele saísse daquele quarto enquanto o dia não amanhecer. Ela deu um beijo no peito dele e se ajeitou em cima do corpo dele, apoiando seu queixo em suas mãos e ficou o admirando.
- Que foi minha bandida? – Zac deu um beijinho na testa dela. – Você quer brincar mais um pouquinho comigo antes de eu ir embora? – ela franziu a testa.
- Quem disse que você vai embora? Não dei ordens pra você sair. Não irei libertá-lo agora. – Zac gargalhou alto.
- Girl, falando sério agora! – ele aproximou seu rosto do dela e deu um selinho.
- Man! - brincou- Estou falando sério, não quero que você vá embora, não agora. Dorme aqui comigo, está tão bom assim. – ela ficou de joelhos com as pernas em volta da cintura dele. Fitou-o por alguns momentos reparando em cada detalhe do rosto dele. Como é lindo, pensou – Eu perdôo você! – ela o beijou. – Perdôo você! – repetiu e ele respirou fundo, precisava ouvir essas palavras dela.
- Ah Samy, obrigado! – ele pausou – Obrigado! – ela viu que os olhos dele brilhavam. O que estava acontecendo com ele? Na verdade o alívio foi grande para ele, então a abraçou com força, a envolveu com seus braços e beijou seu pescoço, o bastante para senti-la arrepiada. Ela já sentiu sua respiração pesar.
- Zac, vem comigo. – ela levantou e Zac sentou na cama. – Vem Zac, quero que você tome um banho comigo. – pegou na mão dele e o levou até o banheiro com ela.
Ela ligou o chuveiro e eles entraram no box. A água quentinha caía sobre os dois e ela o abraçou pela cintura repousando sua cabeça no peito dele enquanto ele mexia em seus cabelos, sentindo-se protegida.
- Tem certeza que você quer que eu durma com você? – ela assentiu – Se eu ficar, não vou mais querer ir embora. Por mim ficava o resto da vida aqui com você. – Ela o encarou seriamente até que deixou escapar um sorrisinho.
- Pois fique. Eu também poderia ficar assim eternamente. Você é ótimo. – ele engoliu em seco, ela é tão direta que o assusta ás vezes. – E respondendo a sua pergunta de antes, eu quero sim brincar de novo! – mordeu os lábios.
Zac a olhou com tanto desejo que fez Samy se escorar na parede. Ele apoiou os dois braços ao lado dela , colando seu corpo nela. Ele ficou a admirando, a olhou de cima a baixo, o corpo dela molhado o fez ficar ereto num instante. Ele tocou os seios dela e ela fechou os olhos sentindo aquele toque das mãos grandes dele que as desceu pela cintura, a apertando contra ele. Mas não fez nada ainda. Isso estava a torturando. Ela não agüentou e foi até ele.
- Não me torture assim Zac. - ficou coladinha nele e o enlaçou no pescoço. O olhou nos olhos e depois os lábios dele. Estavam molhados. Os lábios dele ficaram ainda mais atraentes para ela. Ela levou seus dedos até os lábios dele, os contornando sentindo a textura deles. Zac fechou os olhos, estava adorando essa sensação nova que Samy causava nele. Ele sentiu os lábios macios dela deslizando em sua boca. Não resistiu e a envolveu num abraço audacioso, que a envolveu inteira. Beijavam-se loucamente, os corpos entregues a paixão. Samy dessa vez quis levá-lo a loucura. Começou a descer os beijos pelo pescoço dele, alisando seu peito, descendo os beijos por ali até chegar ao abdome, levando suas mãos até o bumbum dele. Zac segurou o rosto dela com as duas mãos, fazendo assim olhar pra ele. Ela segurou seu o membro já ereto dele e ele não conteve o gemido. Ela adorou essa demonstração de prazer dele e o penetrou com a boca. Zac a segurava pelos cabelos, soltando gemidos um atrás do outro. Ele estava gostando muito e ela passou a ir mais fundo com a boca, acelerando os movimentos. Ele levou a cabeça pra trás, deixando a água cair no rosto, tamanho desejo estava sentindo. Ele não estava mais agüentando, já estava quase gozando, e não queria isso agora. Ele a agarrou nos cabelos tirando a boca dela de seu membro e se ajoelhou de frente a ela a beijando intensamente.
- Vem, eu quero sentir seu gosto de novo. – A fez levantar-se novamente, de frente para ele. Colocou a perna dela em seu ombro para facilitar o acesso a sua feminilidade. Estava louco para prová-la novamente e não perdeu tempo. Á levou ao céu num segundo assim que a penetrou com a língua, ela já não sabia o que fazia, mal sabia onde estava. Era muito tesão. Zac a penetrava com a língua incansavelmente, ela sentia que cairia a qualquer momento. Ele a ouvia chamá-lo pelo nome e passou a lambê-la. Ela gemia e gemia. Era maravilhoso senti-lo. Ele era muito gostoso. Ela levou as mãos á própria cabeça, entrelaçando os dedos em seus cabelos e desceu as mãos aos seus próprios seios, os acariciando com vontade e começou a mexer seu quadril na tentativa de senti-lo mais ainda. Estava enlouquecendo. Zac a viu se tocando e quase gozou de novo. Ficou de pé e abocanhou os seios dela. Estava muito excitado. A olhou por instantes e levou suas mãos ao rosto dela. Sentiu seu coração acelerado novamente, batendo descompassado. Nunca na vida sentiu algo assim, eram os olhos mais lindos que já tinha visto, os mais intensos, os mais verdadeiros.
Samy sentiu algo tão forte, um sentimento tão grande invadindo seu peito. Uma mistura de medo e euforia e foi inevitável. Uma lágrima rolou em seu rosto. Zac percebeu e a beijou. Ele sentiu a mesma coisa. Samy não controlou suas lágrimas, deixou que rolassem sem se importar, estava sentindo a melhor sensação do mundo. Zac a beijou com muito carinho, as vezes sentia as lágrimas salgadas em sua boca, mas não se importou. Tudo que vinha dela era bom. Ele sentiu a paixão o dominar e aprofundou aquele beijo, deixando sua língua explorar a boca dela, que respirava fundo de paixão, de desejo, de emoção.
- Eu preciso de você agora Zac. – disse assim que desgrudaram os lábios e ele atendeu o seu pedido. A virou contra a parede e a penetrou devagar, sentindo-a tão úmida. A beijava nas costas e acariciava seus seios. Passou a acelerar seus movimentos, pois Samy o chamou pelo nome novamente, isso era instigante demais para ele. Ele a segurou pela cintura e a penetrou com mais força, sem conseguir controlar os gemidos. Ele a pegou no colo de frente pra ele e a penetrou. Samy adorou essa posição, apesar de ser cansativo para ele, mas não menos prazeroso, muito pelo contrário, era a melhor sensação que podiam sentir. Ambos chegaram ao auge do prazer juntos. Foi tão bom quanto a primeira vez de momentos antes.
Zac a colocou no chão novamente e a puxou para um abraço gostoso, ficaram assim por alguns minutos até se acalmarem. Ah como foi bom. Parecia que seus corpos foram feitos na medida certa um para o outro. Zac estava começando a entender o que estava acontecendo com ele. Mesmo a conhecendo á tão pouco tempo, sentia que ela era a mulher da sua vida. Estava apaixonado, completamente. E não queria ir embora da vida dela. Dormiria com ela essa noite, para poder velar seu sono e continuar sentindo essa sensação tão maravilhosa que ela lhe causava. Terminaram o banho e deitaram na cama dela. Samy ligou o som bem baixinho. Adorava dormir ouvindo música. Aconchegaram-se na cama. Dormiriam abraçados. No som tocava She Will be Loved, música que tanto ela quanto ele adoravam.
- Samy, posso te pedir uma coisa? – ela fez que sim com a cabeça. – Você canta essa música pra mim na sexta-feira? – ele sabia que a música ficaria linda na voz dela.
- Canto sim, mas por que essa música? – perguntou se aninhando mais a ele.
- Por que toda vez que eu ouvir essa música, vou lembrar da melhor noite da minha vida, que foi ao lado da mulher mais linda... – foi lhe dando vários selinhos - Mais cheirosa, mais gostosa e que tem a voz mais linda do mundo. – Samy adorou ouvir aquilo e respondeu pra ele.
- Cantarei sim, pois me fará lembrar do homem que eu sonhei em conhecer desde que cheguei aqui. – ele sorriu ajeitando o cabelo dela atrás da orelha. – Zac, eu sonhei que conhecia você, sem nunca tê-lo visto na vida, sem nem saber que você existia. Sonhei por vários dias seguidos. E hoje estou aqui com você. – ele a observava – E foi por isso que fiquei tão chateada naquele dia. Quando pus meus olhos em você foi um choque, eu fiquei sem ação e ouvindo aquilo tudo de você foi um balde de água fria. – ele suspirou. – Mas enfim, resolvi te dar essa chance e eu estou feliz por isso, eu sei que você é um cara legal, eu sinto. – foi a vez dela suspirar.
- Eu sinto tanto por tudo aquilo. Infelizmente eu estava num dia ruim e fui rude, descontei em você e quando a vi cantando naquele palco, foi a coisa mais linda que eu já vi. – Samy sorriu e o beijou. Um beijo calmo, com muito amor. – Estou muito feliz por ter te conhecido. Você é diferente, eu não sei o que você tem que me fez te querer tanto assim. – dessa vez ele é quem foi direto.
- Assim você me acostuma mal. – ela mordeu os lábios. – Você foi maravilhoso sabia? Foi o melhor, o mais gostoso e o mais bundudo prisioneiro que eu já tive. – ele arregalou os olhos.
- Bundudo? – ela não conteve a gargalhada.
- É Zac, que bumbum é esse menino? – ele não acreditou que ela era assim tão espontânea e falava o que vinha na cabeça.
- Mamãe e papai capricharam. – ele falou entrando na brincadeira. – Mas escuta aqui minha bandida, você sonhou comigo? – ela sorriu tampando o rosto – O que você sonhou? Eu quero saber! – ela o espiou entre os dedos.
- Ah Zackito eu não lembro muito bem – tentou desconversar, não queria contar que sonhou com o casamento deles. – Só lembro do seu rosto, que era muito nítido. – pausou. – Perfeito.
- Hum então agora é Zackito? – ele a abraçou forte, adorou esse jeitinho meio doidinho e carinhoso dela. – E eu sou perfeito? – ele deitou em cima dela e deu vários selinhos nela.
- Essa noite foi maravilhosa, você é maravilhoso e no entanto, foi perfeito pra mim essa noite. – ela entrelaçou seus dedos no cabelo dele e o puxou para um beijo calmo, apenas ouvindo a respiração um do outro.
- Acho melhor dormirmos. Se continuar assim não vou me controlar de novo. – ele disse e deitou ao lado dela a trazendo pro seu peito. – Se eu roncar pode me cutucar. – ela riu. – E você vê se não ronca também ta bom? – ela o olhou arregalando os olhos.
- Eu não ronco não ta? – beliscou a barriga dele. – Mas você tem cara de que ronca a noite toda. – não deixou por menos.
- Ta bom gostosa, vamos dormir. – a beijou pela milésima vez. – Good night.
- Dorme bem gostosão! – eles riram.
Eles gostariam de permanecer acordados, mas estavam exaustos e o sono falou mais alto. Foi bom demais para eles. Adormeceram um nos braços do outro, felizes pela noite mágica que tiveram.
Taylor e Sarah subiam o elevador do apartamento dele. Ele inerte em seus pensamentos, nunca fora assim tão possessivo, ainda mais com alguém que ele ainda desconhecia. Abriu a porta de seu apartamento e Sarah o seguiu. Precisava dela naquele momento, precisava afogar suas frustrações e temores que começava a sentir. Ele foi logo tirando a gravata e largando o blazer no sofá, foi até o pequeno bar que ele tinha na sala, e pegou um uísque, ofereceu pra Sarah, mas ela negou. Bebeu tudo num gole só, aquela bebida tinha descido rasgando em sua garganta. Andou em direção a Sarah, e a pegou pelo braço com uma força jamais vista por ela, ele sentia raiva e queria a qualquer custo diminuí-la. Começou a beijá-la com tanta vontade que chegava a doer os lábios, suas mãos percorriam por todo o corpo de Sarah, ela por sua vez não se assustou com esse novo comportamento de Taylor, apenas achou diferente e passou a aproveitar. Ele á pegava pelo cabelo com força, queria possuí-la. Á jogou no chão da sala e a possui ali mesmo. Taylor parecia uma fera enjaulada. Foi um legítimo sexo selvagem. Ele sentia que precisava extravasar suas emoções. Em alguns momentos, enquanto a penetrava, imaginou Cindy ali com ele. Fechou os olhos e viu a imagem dela quando mordeu os lábios e o fascinou, e nesse momento ele a penetrou mais forte várias vezes até chegar no ponto máximo do prazer. Relaxou seu corpo em cima de Sarah, que estava totalmente ofegante e satisfeita com o ato.
Taylor se levantou e ajudou Sarah a fazer o mesmo. Foi lhe entregando as roupas que estavam espalhadas pela sala e vendo a desordem do local. Ele odiava ver a sua casa bagunçada. Queria que ela fosse embora. Precisava ficar sozinho, refletir sobre o que havia acontecido, estava perturbado com tudo. Sentou no sofá e a olhou.
-Sarah. - levou suas mãos nos cabelos, os bagunçando.
-Tudo bem Taylor, já sei, nem precisa dizer. – falou terminando de ajeitar os cabelos.
-Desculpa, a culpa não é sua, só não estou me sentindo muito bem, entende? - Sarah passou as mãos na face de Taylor e o acariciou.
– Entendo sim, não se preocupe, sem ressentimentos. – ele concordou com a cabeça - Mas posso te ligar amanhã, quer dizer daqui algumas horas?
- Estarei trabalhando, se eu puder atendo seu telefonema. – falou um tanto seco, detestava quando ligavam pra ele no outro dia. Não tinha paciência para conversas melosas. Ela lhe beijou a boca e saiu do apartamento dele.
Logo depois que ela foi embora, Taylor foi direto tomar um banho, precisava disso mais do que nunca. A água caia em sua cabeça, e ele passava as mãos várias vezes, queria muito clarear as idéias, não conseguia compreender o que havia acontecido essa noite, tudo estava um tanto confuso, nunca havia se sentido estranho desta forma, e o pior é que daqui algumas horas ele teria que estar de pé para mais um dia de trabalho, e tinha certeza que seria um dia de cão. Saiu do banho, e sentia seu corpo extremamente cansado. Deitou em sua cama e deixou o sono falar mais alto.
Andrew se prontificou a levar Cindy para casa que aceitou a carona. Não queria pegar um táxi sozinha aquela hora da madrugada. Andrew foi uma companhia agradável. Ele era engraçado e beijava gostoso. Por momentos, esqueceu do que havia acontecido com Taylor. Andrew parou o carro em frente a casa dela e a olhou sorrindo muito fofo.
- Está entregue. – retirou sem cinto e Cindy fez o mesmo.
- Valeu pela carona Andrew. – deu um beijo no rosto dele e ia sair do carro quando ele a pegou pelo braço.
- Espera, me da o numero do seu celular, eu não quero ficar sem te ver de novo. – foi tirando seu celular do bolso.
- Claro, anota aí. – ela falou o número e ele gravou. – Pode ligar quando quiser. – Foi saindo do carro de novo e mais uma vez ele a segurou.
- Cindy, só mais um beijo. – ele se aproximou e ajeitou o cabelo dela atrás da orelha. – Preciso de mais um beijo. – ele a beijou sem malícia.
Cindy fechou os olhos e sentiu que o perfume de Andrew era o mesmo do Taylor. Ela por sua vez, imaginou Taylor a beijando e fez o beijo calmo esquentar. Ela agarrou os cabelos de Andrew e deslizou sua língua na boca dele. Andrew adorou aquilo e resolveu agir um pouco mais. A fez sentar-se no colo dele e a beijou com muita sensualidade, a segurando forte na cintura. Ela desabotoou alguns botões da camisa dele e tocou em seu peito, sentindo a pele quente dele. Andrew desceu os beijos para o pescoço dela a ouvindo respirar sem controle. Para Cindy, era Taylor que estava ali. O beijou no pescoço também. Andrew não estava mais se contendo e desceu os beijos para o colo dela e abriu um pouco o zíper do vestido para poder descobrir seus seios e conseguiu. Levou sua boca ao mamilo dela, os sugando com vontade. Ela gemeu com o contato da boca dele e Andrew falou qualquer coisa, fazendo com que ela reconhecesse aquela voz. Ela então abriu os olhos e se viu sentada no colo de Andrew, com os seios desnudos. Ela arregalou os olhos e deu um pulo voltando a sentar-se no seu banco.
- ANDREW!! – ela falou alto, voltando a cobrir seus seios. – Meu Deus, o que eu to fazendo? – colocou as mãos no rosto. – Ai me desculpa Andrew, eu não devia ter me empolgado dessa forma. – falou escondendo o rosto.
- Hey calma Cindy. – tirou as mãos do rosto dela. – Eu é que te peço desculpas, não devia ter ultrapassado seu limites. Está tudo bem, nós não fizemos nada demais.- a abraçou para que ela se acalmasse.- Tudo bem, desculpa por ter gritado, não sei o que me deu. – foi se acalmando aos poucos. –
Eu vou entrar, ta bom? – se soltou do abraço.
- Tá bom.- pausou - Foi bom ter reencontrado você. Estou muito feliz. – ele sorriu pra ela que retribuiu o sorriso, muito carinhosamente.
- Também adorei, você é uma pessoa muito doce. – ela pausou. – E audaciosa!! – ele riu.
- Mas dessa vez foi você que me agarrou, eu só retribuí. – ela ficou vermelha.
- Ah Andrew, não me deixe sem graça. – deu um selinho nele. – Preciso ir. – saiu do carro e deu a volta no carro indo parar do lado dele e lhe deu outro selinho.
- Bey girl, see you. – ele a beijou mais longamente até que ela foi se afastando lentamente sorrindo.
- Bey Andrew. - e foi andando rápido em direção a sua casa e percebeu um carro em frente a garagem. Sorriu, imaginando quem poderia estar com Samy.
Cindy fechou a porta da sala atrás de si e passou a mão em seus cabelos. O que foi aquilo com o Andrew? Ela sentiu seu rosto corar. Aquele amasso foi muito bom. Mas queria que fosse o Taylor que a beijasse daquele jeito. Ah o Taylor, ele deveria estar nos braços daquela modelete, pensou. Foi até a cozinha em busca de água gelada pra esfriar os ânimos. Reparou a mesa um pouco bagunçada, mas não deu importância. Subiu as escadas até seu quarto. Queria tanto falar com Samy, mas preferiu não incomodá-la. Deveria estar acompanhada e atarefada.
Retirou as sandálias, o vestido e foi tomar um banho antes de dormir. Lembrou do quanto foi bom seu encontro com Taylor. Lembrou do quase beijo deles que por duas vezes foi cruelmente interrompido. Primeiro pelo barman e depois por aquela mulher. Agora com a mente mais clara é que Cindy percebeu melhor o que aconteceu naquela festa. Taylor queria beijá-la. Ela sentiu que ele a olhou de uma forma diferente do que das últimas vezes que tinha o visto. Lembrou do perfume dele que por coincidência ou não, Andrew usava o mesmo. Lembrou como ele estava elegantemente vestido. Queria poder segurar aqueles braços de novo como segurou a momentos antes. Queria sentir as mãos dele em sua cintura novamente. Será que ela poderia tentar beijá-lo de novo quando o visse? Bom, precisaria esperar até quinta-feira para saber. Ficou nervosa só de lembrar desse dia, será que ele a veria com roupas íntimas? Semi-nua? Era esperar pra ver, não adianta se torturar antes do tempo. Saiu do banho e em seguida vestiu seu pijama. Deitou em sua cama com os pensamentos a todo vapor. Precisava dar um jeito de afastar seus pensamentos, pois no outro dia teria dois períodos de aula para assistir. Demorou mais alguns minutos até que conseguiu pegar no sono.
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