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A segunda- feira começou com Cindy totalmente embaraçada indo acordar Samy que dormia profundamente. Não sabia que roupa vestir para poder impressionar Taylor. - Ai meu santinho. Você que é a estilista e não sabe o que usar? – Cindy fez carinha de triste. - Usa uma não tão chique, mas também não tão simples. – falou Samy se espreguiçando na cama. – Ainda bem que hoje é feriado. Que feriado é hoje mesmo? – indagou espreguiçando-se. - Feriado da cidade de New York.- respondeu - Ai me ajuda por favor! – falou saindo do quarto da Samy. - Mas se é feriado, por que eles vão trabalhar? – pensou e não viu mais Cindy em seu quarto – Espera eu te ajudo sua afobada! – saiu correndo e entrou no quarto da Cindy. – Credo, que bagunça. – olhou pras roupas espalhadas na cama e viu a roupa perfeita para a amiga. – Pronto, usa isso. Vai ficar linda. E usa pouca maquiagem. Esses caras gostam de olhar o natural. – Samy mostrou um vestido branco que era justo no busto e soltinho em baixo, que ia até a altura do joelho. E uma sandália branca de um salto não muito alto. – Cadê a Cindy decidida que eu conheço? – indagou rindo e com a cara inchada de sono. Depois que Cindy se arrumou, desceu até a cozinha onde Samy já estava tomando calmamente o seu café. - Wowww, ta parecendo um anjo mesmo! – disse e Cindy riu do comentário. - Gostou mesmo? – Estava um pouco insegura. - Linda, linda. Cindy quer um conselho? – ela somente assentiu – Não demonstre insegurança pro Taylor. Vá lá com a cara e a coragem. Mostre que você vai dar conta do recado. – Samy tentava passar segurança para a amiga. - Vou tentar, mas to tão nervosa! – Samy sorriu. - Eu sei, é normal. Vai da tudo certo. Eles vão gostar de você. – levantou da cadeira e deu um abraço nela. – Vai lá, boa sorte. Cindy puxou o ar e soltou bem forte. Estava nervosa e ansiosa pra ver Taylor. Pegou a bolsa e a chave do carro na mesinha da sala e saiu. Tentou não pensar muito no que falaria pra ele. Quem sabe deixaria ele falar... “Isso não é um encontro Cindy, se situa”, falava consigo mesma. Depois de 15 minutos de carro, ela chega na agência. Tentou não travar. Era sempre tão segura de si, mas se tratando de Taylor Hanson, ela tremia só de lembrar o nome dele. Desceu do carro e andou até a agência. Chegou no hall de entrada e viu a recepcionista lhe sorrir muito simpática. Olhou para o lado e viu ele. Tão sexy escorado na parede, bebendo um copo de água. Ele estava lindo, vestindo um jeans escuro e uma camisa azul clara com as mangas dobradas até a altura dos cotovelos. Tentou se concentrar e não mostrar nervosismo. Mas quando ele sorriu para ela, sentiu suas pernas lhe desobedecerem e acabou sorrindo pra ele também, até mais do que devia. E Taylor mais uma vez achou graça do jeito dela. Mas reparou como ela estava tão bem vestida. E a cor branca lhe caía muito bem. Reparou em suas pernas e teve que respirar fundo. Nossa ela é linda, ele pensou. A olhou tão discretamente que Cindy nem percebeu que era um olhar de análise sobre o corpo dela. - Achei que você não vinha mais. – falou muito simpático. - Por que, estou atrasada? – Olhou no relógio com cara de preocupada. --Não está não, apenas pensei que você não aceitaria - disse sorrindo. Cindy se perdeu naquele sorriso por segundos “Como pode ser assim tão lindo?", ela pensou. Taylor percebendo o que se passava com ela, foi logo conduzindo um novo assunto. -Vem vamos até minha sala, para que eu possa te explicar direitinho a forma que vai ser a campanha. – falou lhe indicando o caminho. Taylor foi indo na frente, enquanto Cindy ia atrás reparando em cada detalhe dele e da agência. Nunca se imaginou como uma modelo, mas já que novas oportunidades estavam surgindo, por que não tentar? Seria uma grande experiência em sua vida. Mas apesar de ser uma mulher totalmente desinibida e muito segura, neste momento se sentia totalmente o oposto. Entraram na sala dele e ele indicou a cadeira para que ela se sentasse. Cindy sentou e cruzou as pernas fazendo com que Taylor parasse o seu olhar ali. Ela percebeu que ele olhou e foi descruzando e cruzando as pernas durante toda a conversa com ele.
- Sabe, eu nem sei por que eu aceitei essa proposta. - Taylor enrugou a testa e ficou prestando atenção no que ela dizia. - Nunca me imaginei sendo fotografada como modelo, até por que o meu sonho é vesti-las. Faço faculdade de moda pra isso. – Taylor a olhava gostando do que ouvia. – Pousar semi-nua vai ser um tanto constrangedor pra mim. Mas resolvi aceitar, vai ser um desafio pra mim. – sorriu docemente pra ele e demonstrando firmeza nas palavras. - Fico realmente muito contente que você tenha aceitado, pois não consigo imaginar outra pessoa no seu lugar. Você tem todas as características que a marca me pediu. – Taylor sorriu, mas tentou não esboçar muito a sua empolgação. - Que bom, me sinto lisonjeada – ela estava se sentindo irradiante. -Bom, mas vamos falar sobre a campanha, deixa eu pegar minha pasta pra mostrar tudo direitinho. - Taylor falou sobre a campanha, como seria a produção, o que seria feito, qual era a proposta que a marca queria, o salário, tudo bem nos mínimos detalhes, como ele sempre gostava de fazer. - Alguma duvida? - Cindy apenas balançou a cabeça negativamente. - Quer dar alguma sugestão, não gostou de algo? – indagou a fitando nos olhos, onde quase se perdeu na beleza deles. -Não, está perfeito, só estou um pouco nervosa.- “pouco é apelido”, ela pensou -Não se preocupe, tudo vai correr bem. Fica marcado de nos vermos na quinta ás 08:00, que será o dia das fotos. – ela concordou. - Bom, vamos tirar umas fotos agora? Preciso ver como você fica nas fotos, preciso mostrá-la ao pessoal da Secret´s.- foi levantando da cadeira. - Ah sim, como quiser. – levantou também. - Ah e já estava esquecendo. – Taylor se virou e pegou algo em sua mesa - Hoje á noite teremos uma festa da agência. E como você faz parte dela agora, está convidada a comparecer. Pode levar sua amiga se quiser. – ele lhe entregou dois convites. - Irei, claro que irei. Só não garanto que minha amiga vá também. – Taylor foi abrindo a porta. - Venha comigo, o Zac já está te esperando pra tirar as fotos. – foram andando até a porta, Taylor ia andando atrás dela reparando no jeito dela andar. Ela abriu a porta e deram de cara com Zac com o ouvido grudado na porta. Zac reparou pra onde seu irmão estava olhando e riu. - Deu pra ouvir atrás da porta Zac? – Taylor falou pra ele com vontade de rir da cara lavado do irmão. -Ah é que a Rebeca disse que você estava em reunião com uma modelo nova, e queria saber quem era. – Olhou pra recepcionista e depois pra Cindy. - Você sabia que hoje a Cindy viria para dizer se aceitava a proposta. – Zac continuava com aquela cara lavada, fazendo que não com a cabeça. – Está pronto pra tirar as fotos agora? – indagou Taylor vendo a expressão de sorriso do Zac. - E me diz quando eu não estou pronto? – respondeu Zac. - OK, acompanhe a Cindy até o estúdio. Eu não vou poder ver a sessão de fotos por que tenho que ligar pro Ike. Ele vai se reunir com uma produtora e ainda fiquei de mandar uns documentos por e-mail pra ele. – Zac assentiu. – Bom então, até mais Cindy. E apareça hoje á noite, vai ser legal. – falou saindo dali em direção a sua sala. - Até mais Taylor. E obrigada pela oportunidade. – respondeu a Taylor vendo ele se distanciar. - Então, está pronta? – Zac perguntou - Estou sim. - Ela respondeu enquanto Zac abria a porta do estúdio. – Ok. Não vou te pedir maquiagem por que nas fotos de apresentação, quanto mais natural sua aparência estiver, será melhor. – ela ficou olhando pra ele, um tanto séria. – Que foi? – indagou enquanto preparava sua máquina. - Você não se arrepende de ter feito o que fez com a minha amiga? - Zachary a olhou por um instante, depositou sua câmera numa mesinha e acabou sentando em um banquinho, apoiando sua cabeça nas mãos. Cindy continuava com o olhar sério. - Sim, você não sabe o quanto estou arrependido. – Cindy sentou também. – Mas tentei falar com ela depois pra me desculpar e ela não quis, não me deixou chegar perto dela. – fez uma pausa e suspirou – Eu sinto necessidade de vê-la, digo...preciso pedir desculpas a ela, não tenho dormido direito desde aquele dia. – ela achou tão estranho esse papo dele. - Ela não quis falar com você por que se sentiu muito ofendida, o que você fez foi nojento. - ela disse. – Eu não estou entendendo por que você está tão triste. Me pareceu tão confiante naquele dia! – ela afirmou esperando por uma resposta. - Estou triste por que eu não sou daquele jeito. Eu passei um dia ruim e acabei descontando nela. Eu a achei tão linda que, por impulso e com a ajuda da bebida falei besteiras. - falou olhando pra ela, com um olhar perdido de menino. - Sei, a boa e velha desculpa da bebida. – ela falou menos brava. Queria entender melhor o por quê dele estar tão chateado, e com ele mesmo. -Olha, se você não quer acreditar, tudo bem. Eu só quero falar com ela, e tenho medo que ela continue fugindo de mim. Eu preciso que você me ajude. – ela prestava atenção no semblante pesado dele. - A minha ajuda? – ele assentiu. – Mas não vejo como eu posso te ajudar! – indagou tentando decifrá-lo. - Traga ela para a festa de hoje. Quem sabe ela me escute e me dê uma chance? – Cindy escutava atentamente. – Você não tem idéia do quanto estou arrependido. – passava a mão em seus cabelos tentando se acalmar. - Posso tentar, mas não garanto nada. Ela vai saber que a festa é da agência e vai deduzir que você estará lá. – explicou a ele. - Eu sei, mas por favor. Tente convencê-la. Eu não sou um cara ruim. Explique isso á ela. – suspirou. - Vou ver o que posso fazer por você. – Zachary sorriu um pouco mais aliviado. - Até por que ela fala de você o tempo todo! – Cindy arregalou os olhos percebendo que falou demais. - Fala de mim? O tempo todo? – ele a olhou esperançoso. - É...ela fala...ela fala horrores de você. – tentou concertar a burrada, Samy poderia não gostar que ela revelasse qualquer coisa a ele. - Entendo. Bom então vamos começar a sessão? – ela sorriu serena pra ele, percebia que ele era sincero. Ela se posicionou em um painel de fundo branco. Tirou muitas fotos. Zac lhe guiava, mostrava algumas poses para ela fazer. Mas ela se saiu bem. Zac mostrava as fotos pra ela bem empolgado e ela sorria radiante. Realmente, as fotos estavam muito boas. Zac era um ótimo fotógrafo. Ela fcou quase a manhã toda por lá. Só sentiu que estava com fome quando estava no carro no caminho de volta pra casa. Chegando lá sentiu um cheirinho muito bom vindo da cozinha. Colocou suas chaves de volta na mesinha e a bolsa no sofá. Entrou na cozinha e viu Samy pilotando o fogão. - Hummmmm, que cheirinho bom!!! – Samy estava distraída e não ouviu a amiga chegar. - Ai que susto mulher. Assim você me mata do coração!! – falou com a mão no peito. - Sorry. Nossa estou morrendo de fome. – falou se sentando á mesa. - Mas e aí, me conta como foi lá? – foi depositando os pratos e talheres na mesa e depois as panelas com a comida. Cindy contou tudo o que aconteceu por lá. A sua conversa com Taylor, falou o quanto era bom ouvir aquela voz gostosa dele, como mexia as mãos para explicar, em como ele era perfeccionista , muito sério, e muito inteligente. -Ai que perfeição- ...e Samy se torcia de rir dela falando do seu muso inspirador. Falou também que Zac tirou fotos dela, mas omitiu a conversa que tiveram. E falou sobre a festa, pedindo pra que ela a acompanhasse. - Ir nessa festa com você? – Cindy saculejou a cabeça. – Ah não sei, acho melhor não. O Zac vai estar lá não é? – balançou a cabeça novamente. – Então é melhor eu não ir. – falou convicta. - Samy, eu sei que você está chateada com ele, pelo o que aconteceu. Mas eu não sei, ele me pareceu tão diferente! Acho que não tem nada a ver você ficar se escondendo dele. Você sabe que ele freqüenta o nosso local de trabalho. Mais cedo ou mais tarde você vai ter que encará-lo. – disse Cindy em um momento conselheira. - Sim, eu sei disso tudo. Mas só de pensar nele eu me arrepio. – mostrou o braço com os pêlos ouriçados - Eu tenho medo do que possa acontecer, eu sei que vou fraquejar. – suspirou. - Mas o que pode acontecer? – perguntou Cindy servindo um pouco de suco. - Eu não vou conseguir resistir á ele. Se eu fecho os olhos eu consigo senti-lo. Ta ficando tudo muito embaraçado. – comentou bebendo um gole do seu suco em seguida. - Mas simplesmente não resista. Eu sei que o que você cantou ontem a noite no piano foi pensando nele. – falou sorrindo pra ela. – Por favor, vai comigo, eu não conheço ninguém por lá. – Cindy insistiu novamente. - Você conhece o Taylor! – afirmou Samy. - E você acha que ele vai me fazer companhia o tempo todo? – a olhou esperançosa. – Pleeeease, vai comigo! – juntou as mãos como numa súplica. - Ta bommm, eu vou. Meu Deus, o que eu não faço por você? – acabou rindo. - Assim que se fala. – deu um cutucão em Samy. – Mas ta muito boa essa comidinha, já pode casar viu! – deu outra cutucada na amiga com o cotovelo. - Obrigada. Mas nada de casório por enquanto. – cutucou de volta. – Abafa o caso. – as duas riram. Terminaram de almoçar e lavaram a louça. Depois foram curtir a piscina, pegar um sol e falar mais um pouco sobre os homens. Zachary, Taylor e Isaac estavam reunidos no estúdio analisando as fotos de Cindy. Taylor observava aquelas fotos, muito satisfeito com o resultado. Tinha feito a escolha certa. Estava convicto que ela ficaria perfeita vendo aqueles olhos azuis lindos na foto. - Cara, me surpreendeu, ela leva jeito. Nem precisei dar muitas dicas. – falou Zachary. - Leva jeito sim. Eu disse á vocês que ela daria conta do recado, mesmo sendo meio maluca. – disse Taylor sorrindo. Seus irmãos o olharam, que sorriso bobo era aquele? - É os homens gostam de uma mulher com um jeito moleca – alfinetou Isaac olhando Taylor. - Será que ela vai mesmo á festa? – perguntou Zachary. - Você quis perguntar se a Samy vai com ela, é isso? – indagou Isaac. – Eu encontrei com elas no shopping sábado, quando fui buscar a Nikki. – Zachary o olhou. – Ela não me pareceu muito confortável ao ouvir o seu nome. – completou. - Não me importo, eu só preciso vê-la, talvez ela esteja menos chateada agora e me deixe falar. – Zachary levantou da cadeira , começou a andar pelo estúdio impaciente e completou – Preciso me desculpar! - Mas e a Suzy? Se ela ficar sabendo que você falou com uma mulher sem ela estar por perto ela faz um escândalo. – Indagou Taylor. - Esqueçe. Ela volta só na sexta da casa dos pais, e além do mais, a ficha dela demora a cair ás vezes, todo mundo sabe que ela é só mais um rostinho bonito – Isaac riu, ela era assim mesmo – E ela não verá nada, não vai ter cobertura de imprensa, nem nada. Não vai saber de nada. E eu só vou conversar com a garota. – completou. Taylor ficou ouvindo o que o Zac dizia. Ele não tinha tanta certeza que Suzy era só um rostinho bonito. Pra ele, ela estava jogando com seu irmão. Ela se fazia de ignorante pra enganar Zac. Taylor não a engolia como cunhada, mas tinha que aturá-la no trabalho, pois ela era boa no que fazia. Dificilmente se enganava com uma pessoa. - Bom Zac, você quem sabe. Só cuide pra que ninguém saia ferido dessa história. – disse Taylor. – Se você precisa aliviar a sua consciência fale com ela. Mas não pense que ela vai te receber com o melhor sorriso nos lábios.- Zac olhou pro irmão com aquela carinha de quem quer aprontar.- Que foi agora Zac!!! - Sabe Ike. - Zac desatou a falar - Você precisava ver o Taylor olhando pra reta- guarda da Cindy, mó sem vergonha. – Issac olhou pra Taylor - Esperou ela virar de costas pra aproveitar e dar uma espiada no conteúdo. – Taylor cruzou os braços e se ajeitou no sofá, arreganhando as pernas – Não esperava essa atitude de você Taylor!- Zac começou a rir e os irmãos o seguiram na bagunça. - Eu não olhei pra bunda dela. – Zac e Ike o olharam com aquela cara de “conta outra”. – Ta, só dei uma olhadinha. Mas na verdade olhei o jeito dela andar. Ela tem belas pernas! - levou as mãos á cabeça as depositando na nuca. – Ela me provocou lá na sala, vocês não tem noção! Tive que dar uma analisada. - falou sorrindo maliciosamente. - Eu não sei o que ela pode estar querendo me provocando daquele jeito! – descruzou os braços e levou as mãos á cabeça. - Ela quer VOCÊ. – falou Zac. – Olha lá em Taylor, nada de relacionamentos no trabalho. – alfinetou imitando as palavras do irmão. - É Taylor, cuidado com essas meninas com rostinho angelical! - disse Isaac. – Ou seja, cuidado com a Cindy. – Issac e Zac riam muito. Taylor ficou pensando nas palavras de Zac, “ Ela quer VOCÊ”. Mas ela nem o conhece direito. Mal trocaram muitas palavras, como ela poderia querê-lo? Mas não podia negar a beleza dela. Ficou louco por aquele par de pernas. Ela é muito diferente das mulheres com quem costuma sair. Geralmente são mulheres só para uma noite de prazer e nada mais. Mulheres que se casariam com um velho milionário para ficar com o dinheiro dele depois que este bater as botas. Já ela, apesar do seu jeito espalhafatoso, era inteligente, tinha um objetivo em sua vida. E além de tudo, linda! Ele precisava se livrar destes pensamentos. Foi pra sua casa tomar um banho e se preparar para a festa de logo mais a noite. Seus irmãos fizeram o mesmo. A tarde passou voando na casa das meninas. Samy tentava não pensar muito como seria se encontrasse com Zac por lá. Estava começando a ficar nervosa. Sentiu seu corpo ferver só de lembrar dele. Foi tomar um banho demorado pra se acalmar, nenhum homem havia lhe causado sensações tão aguçadas assim. Saiu do banho enrolada na toalha pensando no que vestir. Lembrou das roupas novas que comprou. Abriu a porta do guarda-roupa e viu o vestido perfeito. Um vestido vermelho tomara-que-caia, que ficava justo no busto,dando um destaque absurdo nos seios, mas conforme ia descendo ficava levemente solto, revelando sua cintura fina e deixando suas pernas a mostra. Usou um colar prata com um lindo pingente com a inicial de seu nome, cuja letrinha quase se perdia entre os seios dela. Nos cabelos fez um coque, deixando alguns fios de cabelo soltos, dando um charme todo especial nela. Uma maquiagem leve no rosto, a deixando estonteante. Mesmo estando magoada, queria impressioná-lo. Ficou se olhando no espelho e gostou do que viu. Ah, faltava um detalhe, o seu perfume. Aquele que ela estava usando no dia que o conheceu. Cindy estava muito ansiosa, queria impressionar Taylor. Queria que ele a olhasse com olhos do desejo e cobiça. Foi tomar um banho, pra ver se conseguia relaxar a tensão que seu corpo sentia. Enquanto tomava seu banho, cantava sua música favorita bem alto e mexia seu corpo no ritmo da música. Saiu do banho pensando em qual vestido usaria, abriu seu guarda roupa e começou a tirar um monte de vestidos e parou de frente para o espelho enorme que ela tinha no quarto, e colocava os vestidos a frente de seu corpo, mas começou a surgir a dúvida, não sabia qual vestido usar. Saiu pelo corredor chamando pela amiga. - Me ajuda, qual vestido você acha que eu devo usar? - mostrou um tomara-que-caia bem curtinho, os dois eram bem parecidos, bem coladinho na parte do colo, e mais pra baixo, ele ficava rodadinho, mas um era preto e o outro rosa. - Então qual você acha que eu devo usar? – a indecisão era evidente. - Os dois são muito bonitos, considerando que a festa é a noite, acho que o preto fica melhor e o Taylor vai babar. – comentou Samy. - Ai tomara. – ia saindo do quarto, mas parou e olhou a amiga. - Nossa você tá gata. Ta inspirada hoje hein! Ah já sei, isso tudo é pro Zac.- falou com aquele sorrisinho no rosto. -Ai, por favor, não começa.- rindo também. – Vai logo Cindy, já estamos em cima da hora. – falou empurrando Cindy de leve para fora do quarto dela - Tem razão, vou lá me vestir e não demoro.- Cindy saiu correndo para o seu quarto e começou a se arrumar. Para combinar com o vestido colocou um sapato bem alto preto onde era aberto apenas na frente com tipo um laço em cima, e o solado era rosa Pink. Nos cabelos quis deixá-los meio preso por uma presilha de borboleta com uns cachos nas pontas, fez uma maquiagem básica, porém muito bonita. Samy ficou rindo da situação. Mulher apaixonada sempre se sentia insegura. Sempre estava na decisão de qual roupa usaria, se estava gordinha ou magra demais. Samy também se sentia assim essa noite. Mas não teve dúvidas na escolha da roupa. Foi vestida para matar. Para matar Zachary de desejo por ela. Resolveram ir de táxi, pois se bebessem um pouco não daria para voltar dirigindo, já que ambas eram um pouco fracas para bebidas. Elas entraram no táxi e o motorista deu uma examinada nelas, de cima a baixo. Samy cruzou os braços e o olhou com uma cara enfezada. Ele entendeu que era melhor não fazer graçinha nenhuma. As duas se entreolharam e riram. Samy ficou dedilhando seus dedos na coxa dela, ansiosa, nervosa. Cindy a olhou e balançou a cabeça. Mas também estava nervosa, estava louca para rever Taylor. Como será que ele estaria vestido hoje? Ela pensou. Com certeza ele superaria as suas expectativas. O carro diminui a velocidade, indicando que haviam chegado ao seu destino. Agora era entrar na festa, e seja o que Deus quiser. Desceram do táxi e olharam em volta. Mulher era o que não faltava. Havia alguns belos homens também, provavelmente a maioria modelos. Do lado de fora tinha muitos fotógrafos, mais do lado de dentro não seria permitido a entrada da imprensa. Muitas pessoas as olhavam curiosamente e Samy não agüentou e largou uma piadinha para que só Cindy ouvisse. - Ou a gente ta muito gostosa, ou somos totalmente desconhecidas. – Cindy sorriu discretamente, se segurando pra não dar uma gargalhada bem alta. - As duas opções estão certas. – Samy olhou de novo e alguns fotógrafos tiravam fotos delas. Cindy fez poses, colocando a mão na cintura. Estava se sentindo. Já Samy não estava tão segura assim. Fez algumas poses discretas, muito timidamente. - Que tal a gente entrar? – sugeriu Samy - Tem um cara que não para de olhar pros meus peitos! – ficou tentando se tapar com a bolsa. - Vamos, o som lá dentro ta bombando. – foram subindo as escadas entrando na boate quando Samy trombou em alguém sem querer. - Aiiii desculpa. – Samy ergueu o rosto pra ver quem era e se deparou com Isaac rindo e massageando seu braço. – Machucou? - Você é forte. – falou Isaac fazendo Samy e Cindy rirem. – Mas não machucou não. Nikki, olha quem eu encontrei. – falou puxando Nikki pela mão. - Ah oi meninas, nossa vocês estão tão lindas. Essa boate vai parar hoje ao ver vocês. – Samy sorriu timidamente, mas achou Nicole muito simpática, já havia achado na primeira vez que a viu no shopping. - Exagero Nicole, não é tanto assim. – concluiu Samy, mas Isaac olhando as duas teve que conter o sorriso e logo lembrou de Zac, sabia que este perderia o fôlego ao vê-la hoje. - Samy, para com isso, nós estamos lindas sim! Na verdade, nós somos lindas. – Cindy fez todos rirem com seu comentário convencido. - É assim que se fala. – falou Isaac. – Nikki, a Cindy é a nossa mais nova contratada da agência, Taylor fez uma boa escolha não é mesmo? - Realmente, Cindy tenho certeza que você vai se dar bem. Você é naturalmente bonita, vejo que não precisa de maquiagem para esconder qualquer imperfeição. – Cindy sorriu sentindo-se muito orgulhosa de si mesma. - Vou me esforçar pra fazer um bom trabalho. – disse Cindy e Isaac sabia que ela faria um ótimo trabalho. - Samy, você também pensa em ser modelo? Você também é linda, tem um rosto marcante, tenho certeza que você se sairia muito bem. Ainda mais com Zac tirando as fotos, ele é muito bom no que faz. – Cindy conteve uma risada e algo dizia a Samy que Nicole sabia que ela era a moça que fez Zac passar vergonha. - Não penso em ser modelo, minha vida e meu mundo são a música. Não me vejo tirando fotos e fotos, trocando de roupa o tempo todo e um bando de maquiadores gays mexendo no meu rosto. – Isaac e Nicole caíram na gargalhada. Isaac adorou o bom humor das duas, eram ótimas companhias. - Samy, não foi isso que você me falou outro dia, você disse que se aparecesse uma oportunidade dessas você certamente aceitaria. – dedurou Samy que sorriu pra ela. - Falei isso pra te encorajar, você precisava de um incentivo. – todos riram. – O som lá dentro está muito bom, vocês vão ficar por aqui ou vão entrar? – Samy olhava para a entrada da boate. - Nós vamos ficar por aqui mais um pouco, temos alguns convidados pra receber ainda. – explicou Isaac, colocando uma mão no bolso e com a outra abraçando Nicole pela cintura. - Ok, nós vamos entrar, foi muito bom revê-los. – falou Samy dando dois beijinhos em Nicole e em Isaac e Cindy fez o mesmo. - Nos vemos mais tarde. – e elas entraram empolgadas. E a festa estava bombando mesmo. O som bem alto, muito contagiante. Samy sentiu vibrações positivas daquele lugar. Estava cheio e com muita gente bonita. Cindy olhava algumas pessoas e ficava falando das roupas que vestiam. Alguns aprovando, outros torcendo o nariz. Samy ainda não tinha relaxado totalmente e preferiu não procurar por Zac. Assim que o garçom passou, ela pegou duas taças de champagne e virou uma atrás da outra, recolocando as taças de volta na bandeja do garçom, que sorriu malicioso para ela. Logo se sentiu mais espontânea. Cindy achou aquilo muito cômico e pegou uma taça de champagne, bebendo elegantemente. Ela avistou Taylor ao lado da pista de dança cercado de mulheres. Estava lindo, mais do que imaginava, vestia uma calça preta de corte reto, uma camisa branca, com as mangas dobradas e uma gravata vermelha e o casaco pendurado no ombro, dando um charme todo especial nele. E aquela barba tão bem feita evidenciava ainda mais aqueles olhos azuis. Era uma visão e tanto. Cindy estava um pouco sem jeito de chegar nele. Então teve uma idéia. Pegou Samy pela mão e arrastou ela para a pista de dança, ficando bem perto de Taylor. Samy como já estava alegrinha dançou toda empolgada e Cindy a acompanhou. Começou a tocar I Gotta Feeling, e aí foi uma empolgação só. As duas começaram a dançar animadamente. Muitos olhares masculinos se voltaram para elas, e outros se aproximavam para olhar de perto as duas mulheres que rebolavam na pista. Elas tinham muito molejo, diferente das americanas. Dançavam muito juntas uma da outra, numa sensualidade abundante. Taylor parou o olhar sobre elas, pensou em Zachary que teria muito trabalho se visse Samy. Mas olhou especialmente para Cindy que dançava sorrindo muito. Ela olhou para ele e acenou e ele retribui com um aceno de mão discreto. Zachary que conversava com alguns amigos animadamente, perdeu seu olhar em um ponto fixo na pista de dança. Todos que falavam com ele viram que ele agora estava alheio a conversa e olharam na direção que ele olhava e viram do que se tratava. Zac olhou aquela mulher dançando de uma forma muito sensual. Sentiu o corpo esquentando e o coração acelerado. Ela se virou rebolando de um jeito provocante, dançando de olhos fechados, sentindo a batida da música. Zachary prendeu a respiração quando ela abriu os olhos e o viu. Ela sentiu seu coração palpitar descompassado, o olhou de cima a baixo. Ele estava lindo vestindo uma camisa preta social, com as mangas dobradas até o antebraço e uma calça jeans clara um tanto justa no corpo, revelando um bumbum avantajado. Ele passou as mãos nos cabelos levando-os para trás e em seguida deu um gole em sua bebida sem tirar os olhos dela. Ela se arrepiou com a forma que ele a olhou e observou a mão grande dele. Ele desceu os seus olhos até o decote dela e suspirou. Ela só poderia estar querendo acabar com ele, pensou. Ela estava ofegante, seu peito subia e descia, deixando Zachary quase louco. Ele teve uma vontade enorme de senti-la novamente. E ela não se intimidou, continuou dançado, o provocando e sabia que estava conseguindo. Mordeu os lábios e sentiu uma excitação enorme. Ela fechou os olhos e entreabriu os lábios, deixando o calor da hora a dominar. Sentiu um frio na espinha quando sentiu uma presença muito forte perto dela. A música havia mudado e nessa hora tocava In A Little While. Mordeu o lábio inferior e abriu os olhos. Ele estava bem a sua frente. Sentiu a mão dele tocar na sua, sentiu o corpo estremecer com o toque das mãos dele. Ele tocou sua cintura e a puxou pra junto dele para dançarem mais juntinhos. Se encaram por instantes, Samy estava intrigada com o poder que ele tinha sobre ela. Seus olhos brilhavam. Ele desceu o olhar para o decote dela, viu pelo tecido do vestido que o bico dos seios estavam enrijecidos e precisou se controlar para não fazer nenhuma loucura em público. Ela olhou para os lábios dele que os umedeceu. Ele não estava acreditando que estava a tocando, sentindo aquele corpo tão quente nas mãos dele. Ela encostou a cabeça no peito dele e pode sentir os batimentos acelerados do coração dele. Ele levou a mão pelas costas dela, subindo até a parte desnuda, acariciando perto da nuca. Ela o abraçou mais forte, amarrotando a camisa dele nas costas, sentindo sua mágoa se esvaindo. Ela levantou o rosto para olhá-lo. Ele estava louco para beijá-la e sentia que ela queria isso também. Precisava sentir aqueles lábios insinuantes. Ele subiu as mãos até os ombros dela, passando pelo pescoço. Olhou aquela região nua, muito convidativa. Roçou seu nariz naquela pele macia sentindo o perfume delicioso. Cheirou seu ombro, seu pescoço e se aproximou do ouvido dela sussurrando: - Me perdoa, por favor! - a apertou mais forte contra ele e num impulso ela enlaçou o pescoço dele com os braços. - Por que você está fazendo isso comigo? – ela sussurrou no ouvido dele também. - Por que eu preciso te mostrar que eu não sou o cara idiota daquela noite. Eu preciso que você me perdoe, pra poder ficar em paz novamente. - ele a olhou nos olhos e ela viu o brilho nos olhos dele, e viu que era sincero. - Então me mostre como você é! – levou suas mãos até os cabelos dele e ele fechou os olhos inspirando forte o ar. – Eu quero ver como é o verdadeiro Zac Hanson, mas não aqui. – olhou em volta – Tem muita gente nos observando. – Zac olhou também e concluiu que muitos amigos os olhavam. - Você está de carro? – ele a fitou um tanto surpreso pela pergunta. - Sim estou. – ele falou vendo um sorriso maroto nos lábios dela. - Ótimo, vamos sair daqui. – e se afastou um pouco dele pegando em sua mão, ela nem acreditava que estava fazendo isso. Mas era muito mais forte que ela, ele tinha o poder de deixá-la fora de si. Ele a levou até o estacionamento e foi tirando suas chaves do bolso. Ela mais do que depressa tirou as chaves das mãos dele. – Deixa que eu dirijo. Vamos pra minha casa e só eu sei o caminho. – piscou pra ele que colocou as mãos nos bolsos surpreso pela ousadia dela. Ela abriu a porta do carro e o viu ainda parado. – Vem, vamos logo. – ele respirou fundo e entrou no carro também. Ela deu a partida e foi dirigindo longe dali pra poder ficar a sós com ele. Ela ainda se sentia excitada, e se ele por acaso a tocasse o mínimo que fosse, com certeza nem esperaria chegar em casa para senti-lo melhor. Cindy, que presenciou de perto toda aquela cena, ficou impressionada como tudo aconteceu tão rápido. Sorriu pensando na destreza da amiga, para quem não queria nem vê-lo, foi rápida por demais. Pensou que o desejo dela por ele era mais forte que a mágoa que sentia. Fazia sentido. Mas percebeu que estava sozinha na festa agora. Mas não se importou. Saiu da pista de dança e se dirigiu até o bar da boate. Taylor a viu se distanciando e foi seguindo seus passos. Ele pôde notar as pernas dela novamente, tão bem delineadas. Por um momento a imaginou usando aquela lingerie branca. Sim, ela ficaria linda. Seria o anjo dele. “Droga, pare com isso Taylor”, ele pensou. Não gostava de se sentir intimidado por uma mulher, pois era sempre ele quem tinha o controle da situação. Ele poderia ter a mulher que quisesse, sempre foi assim desde garoto. E agora que se tornou um homem conceituado do mundo do glamour, era sempre muito disputado pelas mulheres. Cindy sentou no banquinho do bar e pediu uma bebida para o barman. Ficou olhando o jeito que ele preparava a bebida e pensou: “Eu faço melhor que você”, continuou o observando. Sentiu um toque suave em suas costas. Ela sabia quem era. Virou de leve o rosto e viu Taylor sorrindo docemente pra ela, colocando as mãos no bolso. Ela o olhou de um jeito muito sexy. Levantou e ficou de frente pra ele, muito próximo. Segurou em seus braços e ficou na ponta dos pés encostando de leve seu nariz no pescoço dele, sentindo aquele perfume maravilhoso. - Seu perfume - ela inspirou mais forte. – É CKbe? - Taylor a olhou muito sério e se arrepiou com aquele contato, fazendo-o tirar as mãos do bolso e as depositando na cintura dela. Um beijo não seria má idéia. Subiu sua mãos da cintura dela e tocou em seu rosto com as duas mãos, fazendo com que ela o olhasse. Ela não esperava por essa atitude dele e perdeu o chão nesse momento. Ele umedeceu os lábios e ela fechou seus olhos bem devagar, sentindo a respiração quente dele bem perto de sua boca. Ela respirava forte, nervosa, mas ansiando por aquele beijo. Apertou com força os braços dele, subindo suas mãos até o ombro. Ele estava quase a beijando quando o barman os interrompeu. - Moça, sua bebida. – Ela abriu os olhos e ficou olhando Taylor. Ele a olhava sério, mas acabou a soltando devagar e voltou a por suas mãos no bolso. Ela se virou e cruzou os braços olhando brava para o barman e foi pegar sua bebida. Uma bebidinha agora era o que ela precisava pra acalmar os ânimos. Pagou sua bebida e foi até Taylor novamente. - Quer um pouco? – Taylor aceitou e bebeu um gole da tequila. Era forte. Cindy tomou mais alguns goles e se sentiu mais encorajada. – Vamos dançar? – ele assentiu e ela foi levando ele pela mão em direção a pista de dança. Taylor achou estranho em como se sentia bem na presença dela. Geralmente ele era direto, sem muita frescura, se fosse com outra mulher certamente que estaria a beijando, mas depois que o barman os atrapalhou ele tentou se conter um pouco mais. Mas estando com ela, sentia vontade de sorrir, se sentia leve. Olhava Cindy dançar tão alegremente que o contagiou também. E dançou junto com ela, uma música agitada com uma batida forte. Estava feliz. Samy ia dirigindo atenta no volante e mais atenta ainda em qualquer movimento dele. Parou no sinal fechado e olhou para ele. Como é lindo. Ele sentiu o olhar dela sobre ele e a olhou também. Ele teve vontade de beijá-la, mas se controlou. Ligou o som do carro num volume ameno. Ela olhou pra frente, o sinal ainda fechado. Voltou a olhá-lo e desceu o olhar pelo corpo dele. Notou que ele batucava em sua perna, e balançando a cabeça, curtindo a música. Ele gostaria de começar algum assunto, mas o que falaria? Ela foi mais rápida do que ele o levando para casa dela. Estava começando a ficar apreensivo, o que será que ela pretendia? - Isso é um seqüestro? – ele perguntou para ela que lhe olhou com uma cara misteriosa. - Se eu te dissesse que sou uma criminosa muito perigosa você acreditaria? – o sinal abriu e ela deu movimento ao carro. Deu uma olhadinha rápida para o lado e o viu olhando para ela de um jeito que a fez rir, devido a cara de bobo dele – Eu sou uma bandida, e no momento estou seqüestrando você sim. – ele deu uma gargalhada gostosa que a excitou. Qualquer movimento dele a instigava. - Mas cuidado, que logo darão por minha falta. – Zac estava se divertindo com a brincadeira dela. - Não vão não, eu te devolvo antes que complete as 48 horas de desaparecimento. – foi diminuindo a velocidade do carro. - Wow, assim fico mais tranqüilo.- Zac foi observando a casa que se aproximava enquanto ela estacionava em frente a garagem. – Nossa, linda a casa. – foi saindo do carro e Samy deu uma sacudida na chave fazendo barulho e alcançou á ele, ele esticou a mão pra pegar as chaves e ela mais que depressa as guardou em sua bolsa. - As chaves ficam comigo. – empinou o nariz e foi subindo as escadas, e em seguida abrindo a porta da casa. – Pode vir, eu não vou te machucar. – ele colocou as mãos nos bolsos e a seguiu. A primeira coisa que ele reparou foi o piano na sala. Ela depositou sua bolsa no sofá e ficou esperando ele a olhar. - Muito bonita sua casa. Você mora junto com a sua amiga? – foi andando pela sala, olhando alguns porta-retratos. - Moramos juntas sim. Quer beber alguma coisa? – colocou suas mãos para trás e ele assentiu. – Ótimo, vem comigo até a cozinha então, o que você quer beber? - Hum, tenho direito a escolha? – Samy abriu a geladeira e foi pegando algumas coisas de dentro. – Bom, então vou querer as caipirinhas que são servidas lá no Brazilian´s Bar. – cruzou os braços olhando os movimentos dela, não conseguia desviar os olhos do corpo insinuante dela. E ela começou a preparar tudo. Ele reparava nos movimentos dela que cortou o limão e sua mão ficou um pouco lambuzada. Ela sem perceber lambeu seu dedo. Imediatamente Zac se sentou, tentando esconder que isso o alterou. Preparou um copo e entregou a ele. Ela se encostou na pia e bebeu seu copo todinho numa pegada só. Zac achou aquilo absurdamente sexy. Será que agora ele poderia se desculpar com ela? - Samy eu – pausou- você não me respondeu se me perdoa ou não. – a olhou e terminou sua bebida também. - Zac, eu ainda sinto mágoa, você foi estúpido demais, você quase sentiu o peso da minha mão na sua cara - Zac teve vontade de se enfiar de baixo da mesa de tanta vergonha que estava. – Mas não sei até que ponto você está realmente arrependido, e eu não sei por que tanto interesse assim pelo meu perdão. – fez uma pausa e apoiou seu copo de volta na pia – Eu não sei o que te preocupa tanto. – o fitou nos olhos. - Posso lhe afirmar que não consegui me concentrar em nada que eu fazia nesses últimos dias, eu fui realmente estúpido, merecia um tapa na cara, mas o Beto foi mais ágil. – ficou observando se ela reagiria de alguma forma ao tocar nesse nome, mas ela não demonstrou reação nenhuma e continuou. – Ele é seu namorado? – a olhou com curiosidade. - Não, ele não é meu namorado. – ela gostou do interesse dele. – Além do mais, se eu tivesse um namorado, não teria motivos pra trazer outro homem em minha casa e além do mais, detesto traição. – Zac gelou de novo, até o momento não havia lembrado de Suzy e ficou vermelho. – Mas por que a pergunta Zac? – ele pigarreou e respondeu. - Por nada, é que ele me pareceu muito íntimo de você. Ele parecia que te devoraria a qualquer momento, como se você fosse a presa e ele o caçador. – Samy riu desse comentário. - Rá, eu sou uma presa muito ágil, ele não consegue me pegar, eu consigo escapar das armas de caçador dele. Aliás, já fugi duas vezes. Ele quer sim ser íntimo de mim, mas não dá. – ele ficou surpreso com a resposta dela, isso queria dizer que Beto estava afim dela, mas ela não estava disposta a ceder nada a ele. - Eu percebi que você é ágil. Tanto que eu estou aqui agora. – ela pode vê-lo sorrir com o cantinho dos lábios e a sua covinha apareceu. Ela sentiu seu corpo queimar novamente, precisava sentir nem que fosse um pouco o corpo dele. - Zac, você disse que me mostraria que você não é aquele cara que me destratou naquela noite. – ele concordou. – A sua oportunidade de ser desculpado é neste momento, mostre-me quem você é realmente. – ele engoliu em seco, ela estava se insinuando para ele. Então resolveu se aproximar, sem pudor algum, sem nem lembrar mais o nome da sua namorada. - Tem certeza que quer saber? – ela assentiu e ele colou seu corpo no dela a encurralando contra a pia. Ele olhou pro decote dela e não se conteve ao olhar aquele colar entre os seios dela. Ele percorreu o comprimento do cordão até chegar ao pingente, deslizando seus dedos por sua pele. Aquele toque a enlouqueceu. Ele a segurou pela cintura e seus olhos percorreram o corpo sedutor e cheio de curvas do corpo dela. Ela aproximou seu rosto do dele e inspirou forte sentindo o perfume tão gostoso. Ansiava por um beijo, sentia seu corpo queimando. Ele levou suas mãos até o ombro dela, a massageando naquele lugar. Samy levou a cabeça para trás e Zac ouviu um gemido baixo dela. Isso foi o suficiente para levantá-la em seu colo e a encaixar nele. Ela se apoiou nos ombros fortes e largos sem tirar seu olhar do dele. Ele via muito desejo naqueles olhos verdes intensos. Apertou as coxas dela e a fez sentar-se na mesa, ficando assim na altura dele. Subiu suas mãos segurando o rosto dela. Precisava sentir aquela boca tão desejável tocando os seus lábios. Ela já podia sentir o hálito quente dele se aproximando da boca dela e fechou seus olhos. Zac ficou a olhando até o último momento de encaixarem seus lábios, então fechou seus olhos e a beijou. Um beijo calmo, suave. Estavam apenas saboreando a maciez de seus lábios que se fez um encaixe perfeito. Mas ele precisava mais. Levou sua mão até a nuca dela aprofundando aquele beijo tão gostoso. Ele penetrou sua língua na boca dela, e o contato das línguas fez os dois gemerem e suas respirações ficarem mais forte. Ele desceu uma de suas mãos até o seio direito dela e ficou acariciando já sentindo seu mamilo enrijecido. Ela o puxou pela gola da camisa, tamanho tesão que estava sentindo e o enlaçou com as pernas. Ele passou a beijá-la no pescoço, sentindo a respiração dela muito forte e sentindo-a arrepiar-se. Samy começou a desabotoar a blusa dele, revelando seu peito forte e os ombros largos. Ele parou o beijo e sentiu o toque suave das mãos dela, o deixando completamente maluco, na verdade era isso o que ela queria, deixá-lo maluco de desejo por ela. Ela iniciou um beijo novamente, dessa vez com mais violência, o beijando vorazmente, passando os beijos para a bochecha chegando até o ouvido, que é um ponto muito sensível do corpo dele, e pôde ouvi-lo gemer. Ela murmurou alguma coisa, mas ele só conseguiu entender a palavra “cama” e mais do que depressa a pegou no colo e saiu dali com ela subindo as escadas em direção ao quarto. Ela só indicou com a mão onde era o quarto, não conseguia falar e nem parar de beijá-lo. A vontade era muita e palavras não precisavam ser ditas. Ele fechou a porta com o pé e a pôs na cama. A olhou por um momento, vendo que ela ofegava, querendo mais e mais. Ela desviou o olhar do dele e percorreu o corpo daquele homem gostoso com os olhos, quase o devorando. Ela não pode deixar de notar o volume da calça dele. Ele tirou seus sapatos e depois as sandálias dela. Deslizou suas mãos dos pés dela, subindo com as pontas dos dedos até as coxas redondas e macias. Ficou de joelhos na cama e ela o entrelaçou com as pernas e pôde sentir a virilidade dele roçar nela. Ambos gemeram com o contato. Ele se deitou sobre ela, e se olharam, por alguns segundos. Ela acariciou seus cabelos, os tirando dos olhos dele, ele não conseguiu evitar o sorriso e fechou os olhos. Ela o beijou, o envolvendo num beijo doce e calmo. Ele deslizou sua mão grande pelas coxas dela até chegar a sua cintura por baixo do vestido sentindo a pele macia e quente dela. Á dias que sentia vontade de tocá-la novamente e hoje a estava realizando. Ela segurou na cintura dele o trazendo mais para perto dela, sentindo seu membro ereto. Ele subiu o vestido e beijou sua barriga. Seu corpo estava quente e ela se contorcia de tanto prazer. Ele a fez sentar-se na cama e tirou o vestido dela, revelando seus belos seios. Os mamilos rosados e duros, prontos para ele. Deitou-se novamente e num impulso de desejo ela arrancou as poucas forças que lhe restavam e sussurrou no ouvido dele. -Use me up. - foi uma proposta indecente na opinião dele, que não pensou duas vezes e abocanhou o seio dela, lambeu os mamilos, sugou compulsivamente e mordia de vez em quando a fazendo arranhar suas costas com vontade. Como era bom sentir os lábios quentes dele na pele dela, aquelas mãos tão grandes a enlouqueciam. Ela o afastou um pouco e abriu o zíper da calça dele. Ele mais do que depressa se livrou da calça, estava de cueca preta. Ela não resistiu e levou suas mãos até a bunda dele e deu um apertão bem forte. Subia e descia as suas mãos das costas dele para a bunda. Ele já não agüentava mais a excitação do momento quando a sentiu tocar seu membro já úmido que pulsava forte. Ele gemeu com a audácia dela, a fazendo entender que ele queria mais. Ela subia e descia os movimentos com a mão e apertava cada vez mais acelerando os movimentos. Ele tirou a mão dela de seu membro, senão gozaria ali mesmo e não queria isso agora. Ele voltou a beijá-la na barriga descendo seus lábios até a virilha dela. Levou seus dedos até a feminilidade dela e viu que ela já estava pronta para senti-lo. Retirou sua calçinha e voltou a instigá-la com os dedos, apertando suas coxas e ela gemia incrédula. Ele não agüentou e passou a lambê-la, a tocava sentindo o prazer dela se esvaindo. Ela tinha um gosto maravilhoso. Ele estava adorando saber que estava a enlouquecendo e passou a penetrá-la com a língua. Nesse momento ela já não controlava mais os gemidos o deixando louco de tesão. Ele mesmo se tocou, agarrou com força seu membro e gemia a cada gemido dela. Ela o puxou pelo braço. Precisava senti-lo dentro dela. Mordeu os lábios e ele a penetrou bem devagar. Começou lentamente os movimentos. A vendo se contorcer de prazer,passou a acelerar mais e mais. Estavam suados e gemiam cada vez mais forte. Ele agarrou os seios dela, sentiam seus corpos a ponto de explodir e com muita destreza ele a fez ficar em cima dele, sem se desgrudarem um do outro. Queria vê-la cavalgando sobre ele. Antes de voltar aos movimentos, o beijou muito, os cabelos dele estavam bagunçados e ele estava lindo daquele jeito. Ela começou a movimentar-se sobre ele, bem devagar, sentindo a virilidade dele a completar, ela sentia o membro dele pulsando e isso foi um pedido dele para que ela investisse mais e ela o fez. Apoiou seus braços no peito dele para intensificar as investidas e ele a segurava pelos quadris, olhando os seios dela dançarem na sua frente. Ele admirava o corpo dela, apertava com força os seios e sentou-se na cama para poder sugar-lhe os mamilos e a ajeitou em seu colo. Desceu suas mãos até o bumbum dela, a apertando, fazendo Samy cravar seus dentes nos ombros largos dele. Ele a puxou para mais um beijo, e sentia os seios dela roçando seu corpo. Ela o empurrou de leve para que ele deitasse novamente e rebolou em cima dele tão sensualmente, que ele pode sentir que ela estava no seu ponto máximo do prazer. Ele não resistiu e gozou gostoso com ela, sentindo seu corpo se esvaindo. Foram diminuindo os movimentos e ela foi deitando do lado dele. Eles não acreditavam no que estava acontecendo. Aos poucos foram se acalmando. Zac se virou pra ela, levou a mão ao rosto delicado, fazendo um carinho muito gostoso. Ela fechou os olhos e ele a beijou delicadamente. Deu inúmeros beijos estalados nela. Foi o beijo e a transa mais gostosa de suas vidas. Capítulo 6
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